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Sexta-feira, Janeiro 06, 2006


Natal de 2005.

Breguenaite de: Nina 6:37 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Quarta-feira, Setembro 21, 2005



Inspiração é o que te amar me traz
Vou usar as emoções que me trouxe
Pra pintar o quadro mais colorido
E pendurar no meio da sala da casa
De paredes sólidas que construímos
Vou usar a alegria que me deu
Pra preencher os espaços vazios
E as rachaduras que se formarem
Nos dias difíceis e de conflitos
E aquela tesoura que comprou
Pra cortar os laços com o passado
E deixar-nos livres para o nosso futuro
Vou usar agora pra cortar
As partes irregulares da grande colcha
Dos muitos retalhos que costuramos
Unindo, parte por parte, pedaços de nós mesmos
E nós próximos anos poderemos
Juntos e protegidos, dormir em paz.

Breguenaite de: Nina 9:02 AM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Terça-feira, Maio 17, 2005

"Sim, isso que você está vendo é uma cicatriz em meu rosto. Pra você lembrar, toda vez que olhar pra mim, que me machucou. E se alguma vez tentar tocar novamente meu rosto, talvez possa sentir que a cicatriz é mais parte de mim do que um dia você foi. Está aí pra você lembrar que existiu a ferida, mas que ela cicatrizou, e essa marca eu levarei pra sempre no rosto, à mostra, como sinal de coragem, aquela que você nunca teve nem nunca terá."

Breguenaite de: Nina 10:47 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Canto de Ossanha
(Baden Powell e Vinícius de Moraes)

O homem que diz "dou" não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz "vou" não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz "sou" não é
Porque quem é mesmo é "não sou"
O homem que diz "tô" não tá
Porque ninguém tá quando quer

Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor

Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

Amigo senhor, saravá,
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha, não vá
Que muito vai se arrepender
Pergunte ao seu Orixá, o amor só é bom se doer
Pergunte ao seu Orixá o amor só é bom se doer

Vai, vai, vai, vai, amar
Vai, vai, vai, sofrer
Vai, vai, vai, vai, chorar
Vai, vai, vai, dizer

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

Breguenaite de: Nina 3:48 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Sexta-feira, Maio 06, 2005

GRANDE SÃO PAULO
As relações são realmente frágeis. Imagine quantas pessoas que você conheceu um dia e que certamente achou que se tornariam grandes amigos e nunca o foram. Imagine aqueles seus grandes amigos que também, no fim, nunca o foram ou nunca estiveram. Cabe, neste momento, lembrar da música A LISTA, de Oswaldo Montenegro...
São Paulo é realmente uma cidade muito grande, com pessoas de todas as origens, de todas as classes, de todas as cores, guetos, gangues, grupos e credos. Numa cidade tão grande quanto São Paulo, não é difícil imaginar que uma pessoa com a qual se tenha muita identificação, por um acaso, more a muitos quilômetros de distância, na extremidade oposta de você. Não venha me dizer que estou sendo pessimista. Sabe bem que estamos rodeados de relações tão superficiais, frágeis, mantidas por simples contato no ambiente de estudo ou trabalho, ou por meio de telefone e Internet, e que muitas vezes, aquela pessoa com a qual você realmente gostaria de estar, está longe de você. O mundo é pequeno quando se faz algo errado: nessas situações, sempre existe alguém por perto que o conhece, ou que conhece alguém que você conhece. Quando se quer um alguém especial por perto, o mundo parece grande demais, com oceanos turbulentos que não se deixam transpor, com vulcões ativos que nos queimam os corações e as esperanças... Os celulares ficam fora de área, a Internet ou não conecta, ou simplesmente permite que se passe à outra pessoa, por escrito, uma ¿entonação¿ totalmente oposta àquela que se queria passar, o ambiente de trabalho estressa, o ambiente de estudo cansa, e aquelas relações tão frágeis se quebram, e no final você se encontra sempre acompanhado por aquela pessoa que mais conhece, mais sabe dos defeitos, mais sabe dos gostos, dos sonhos e das vontades, e que por essa convivência diária e permanente, se cansa: estou falando de você mesmo.
Alguém disse há alguns dias que os grandes aprendizados da vida provêm do convívio social, do convívio profundo, sincero, compreensivo, tolerante, acolhedor com alguém. Talvez por isso tanta gente nessa cidade permaneça na mediocridade, aprendendo com a loucura do dia-a-dia de tudo um pouco, mas de grandioso, nada.

Breguenaite de: Nina 8:28 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Domingo, Março 13, 2005

Em busca da ORIGEM, achei alguns textos. Após ler esse, leia também o do post abaixo... Origens distintas.

"MAINÁ: UMA AVE MUITO ESPECIAL
Saiba por que essa ave tão repleta de qualidades tem um público tão restrito


Ele é sabidamente uma ave falante de primeiríssima linha. E tem, ao menos, o mesmo potencial como bicho de estimação que papagaios, araras e afins. Mas a popularidade do Mainá (veja boxe As Várias Espécies) não chega nem perto da de seus colegas acima citados.
Até no país mais representativo do mundo na criação de animais domésticos, os Estados Unidos, o hobby em torno dele é bastante restrito.
Não há entidades especializadas em Mainás, nem uma grande participação de suas espécies nas exposições de beleza. Também não é encontrado na maioria dos pet shops e há pouquíssimos criadores que se dedicam a ele. "Realmente, não há nos EUA um hobby muito forte ao redor do Mainá; existem poucas lojas que o vendem e poucos criadores", atesta a criadora norte-americana Susan Boyer.
Se lá a situação é essa, imagine no Brasil. Aqui, se há alguém que crie Mainá - no sentido, é claro, de obter procriação -, esse alguém anda muito bem escondido.
Cães & Cia fez uma verdadeira busca em território nacional. Conversou com dezenas de pessoas das mais atuantes no hobby de ter e criar aves - ornitólogos, criadores de diversas espécies, veterinários especializados, lojistas, importadores -; todos desconheciam a existência de alguém que se dedicasse à criação de Mainás no País.
Lojas que o vendam assim como proprietários particulares são bem poucos mas existem e, em comum, eles têm o fato de seus exemplares serem, todos, importados."

Breguenaite de: Nina 10:20 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Maina Indians
(Also MAYNA)

A group of tribes constituting a distinct linguistic stock, the Mainan, ranging along the north bank of the Marañón. Their earlier habitat is supposed to have been the upper waters of the Morona and the Pastaza, Ecuador. Briton gives them six tribes, or dialects, viz: Cahuapana, Chapa, Chayavita, Coronado, Humurano, Maina, Roamaina. Hervas gives them two languages in six dialects, viz: Maina (Chapo, Coronado, Humurano, Maina, Roamaina dialects) and Chayavita (Cahuapano and Paranapuro dialects). The Maina are notable as having been the first tribes of the upper Amazon region to have been evangelized, so that they gave their name to the whole mission jurisdiction of the region, and to the later province of Mainas, which included the larger part of the present Ecuador and northern Peru, east of the main Cordillera, including the basins of the Huallaga and Ucayali.

Now the Mainas have spread down south to BRazil and probably argentina, soon...



Breguenaite de: Nina 9:30 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Domingo, Março 06, 2005


Juras ¿ Na voz de Rosa Passos


Jurei te pertencer por toda a vida
Guardar a sete chaves o nosso amor
A chave era só uma e foi perdida
O fogo era de palha e se acabou

Jurei não mais amar outra pessoa
Pra nunca mais chorar como chorei
Mas vi que amar é coisa muito boa
E assim mais uma vez me apaixonei

Eu tenho coração muito indeciso
E juro pra depois voltar atrás
Agora vou fazer o que é preciso
Eu juro que não juro nunca mais

Breguenaite de: Nina 12:31 AM

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Sábado, Março 05, 2005

" O profissional de saúde que se preocupa em ter uma prática transformadora da realidade social tem uma ânsia de se dedicar a ações que ajam sobre os problemas mais globais de uma comunidade, desvalorizando a rotina das atividades dentro do Centro de Saúde. No entanto, o que a população basicamente espera de um profissional de saúde é a atuação dele sobre um infindável número de doenças e problemas clínicos que a cada dia vão surgindo. É então colocado um falso dilema: ou se dedica à assistência dos problemas médicos individuais ou à conscientização e à ação comunitária. É um falso dilema porque não percebe que nesta atividade contínua de atendimento individual se encontra um importante espaço de atuação política e é, ao mesmo tempo, a porta por onde podem-se iniciar ações educativas. Para começar, só quando o o profissional consegue o respeito da população pelo seu bom trabalho dentro do Centro de Saúde é que ele tem voz dentro dos grupos, famílias, e outras instituições da comunidade. Caso contrário, ele é um desacreditado.
As atividades rotineiras diárias do Centro de Saúde têm consequências educativas e deseducativas dependendo da maneira como são executadas. Mas é comum encontrar-se profissionais que vêem a Medicina apenas como um CANAL DE CHEGADA até a população para então realizar uma EDUCAÇÃO POLÍTICA AMPLA. Estes profissionais não se preocupam em estudar e aperfeiçõar suas práticas amis técnicas pois as consideram sem importância educativa e política. Eles acabam adotando as formas dominantes de organização de trabalho médico que de forma alguma ajudam a esclarecer à população as raízes de seus problemas de saúde e as maneiras de combatê-las." Eymard M. Vasconcelos - Educação Popular no Serviços de Saúde - Cap 03: A Medicina como Deseducadora.

Breguenaite de: Nina 11:46 AM

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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

É hora de voltar à realidade, por mais utópica que ela seja. E parem de beliscar, porque já entendi que estou acordada, e que não era apenas um pesadelo!

Breguenaite de: Nina 9:48 PM

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Segunda-feira, Agosto 30, 2004

O BLOG ESTÁ 'A BEIRA DA MORTE. MAS EU ESTOU VIVA, MEUS AMIGOS...
BEIJOS A TODOS!!!

Breguenaite de: Nina 10:06 AM

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Sábado, Julho 17, 2004

Argh!

Viver é ter idéias
Sem elas estou enterrada
Ultimamente tenho tantas
Mas pro blog quase nada.



Breguenaite de: Nina 9:45 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Próximo destino:
Chapada Diamantina

E durante as férias, algumas palavras são proibidas! Dentre elas: Medicina, e Estudar!

Breguenaite de: Nina 6:49 PM

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Domingo, Junho 13, 2004

Dica:



"O Teatro Mágico é um espetáculo feito de música e poesia.

São crônicas do cotidiano urbano,
contadas com muita brasilidade, ritmo e festa.

Em meio a tantas pressas do dia a dia, tantos desencontros,
o show traz a idéia de que a unidade é possível,
o diálogo é possível e tudo é uma coisa só.

Todos os músicos se apresentarão trajados com figurinos de
clown, mas não se trata de um espetáculo de comédia.

O show discute as relações e suas dificuldades.

¿Todo mundo é um pedacinho do outro!...
todo outro é um pedacinho do mundo!¿

Somos todos parte de uma grande peça, às vezes um drama,
às vezes comédia, mas em todos momentos
somos personagens, somos figurantes e protagonistas,
somos de vez em quando os roteiristas e
às vezes os diretores.

Com a proposta de mesclar idéias, situações e possibilidades,
juntando tudo numa coisa só, o Teatro Mágico transforma
o som em letra, letra em palavra, palavra em frase,
frases em textos e textos em músicas,
o que faz do espectador um personagem e
dos personagens, nossas caricaturas do dia a dia.
O teatro nosso de cada dia.

O resto, bem! Não se conta o fim de uma história
quando se convida alguém para assisti-la.

Bem vindos ao Teatro Mágico!"

AGENDA:
Quartas-feiras, no Blen Blen Brasil:
16 de junho
23 de junho
30 de junho

Para saber mais, visite o site: O TEATRO MÁGICO


Dica2:
JULHO
LÔ BORGES E BANDA - LANÇAMENTO EM SÃO PAULO
DATAS: 17/07 (SÁBADO) ÀS 21:00h E 18/07 (DOMINGO) ÀS 18:00h
CIDADE: SÃO PAULO-SP
LOCAL: SESC VILA MARIANA (Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana - São Paulo)
PREÇOS: R$ 20,00 (inteira) ; R$ 15,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 10,00 (idosos e estudantes com carteirinha)

Breguenaite de: Nina 11:10 AM

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Sábado, Junho 12, 2004

Óia!

No site: http://www.ifrance.com/
" Um Trio VIRA LATA:

Musique Brésillienne



Marcello COSTA: Percussions
Vitor LOPEZ: Harmonica
Guga MURRAY: Guitare

Ces trois Brésiliens reviennent en Bretagne, région qu¿ils apprécient particulièrement, et c¿est pour notre plus grand plaisir.
Composé de Guga Murray (guitare), Vitor Lopez (harmonica) et Marcello Costa (percussions: pandeiro, zabumba, triangle, tamborim,..), ce trio réputé à Saõ Paulo propose ici un répertoire typique de différentes régions du Brésil: samba, maxixe, lundu, choro, ainsi que des musiques de compositeurs tels Egberto Gismonti et Hermeto Pascoal sans oublier leur propres compositions.

Et c¿est une soirée riche en couleur, rythmes et chaleur qu¿ils nous promettent".

Breguenaite de: Nina 6:05 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Sábado, Maio 29, 2004

Dicas pro final de semana:
1) Show do Cordel do Fogo Encantado no SESC Pompéia (assisti a apresentaçao de quinta-feira, e foi excelente!!! Lirinha se supera a cada show).
2) Domingo tem Sarau do Charles, na Rua Girassol. Horário e Preço não sei ao certo, mas acho que é às 19 horas, e 10 reais.

Breguenaite de: Nina 3:38 PM

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Sábado, Maio 08, 2004

O tema da semana foi: Solidão...

Breguenaite de: Nina 7:38 PM

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Domingo, Abril 25, 2004

Estou a procura de alguém que tenha CDs de João Bá, ou então de algum lugar onde eu possa comprá-los... Perdi a oportunidade de comprar seu CD quando o encontrei numa apresentação de Katya Teixeira, e ainda dei um "fora" homérico (coisas de Maína), porque ele estava já pegando seu CD e quase escrevendo uma dedicatória quando eu tive que dizer que não tinha um real, o que parece que ele entendeu mal, como se eu nao estivesse interessada em sua obra... Pra quem nunca ouviu falar dele, dá pra ouvir trechos de seu trabalho nos seguintes sites:
http://www.cliquemusic.com.br/en/Artists/Artists.asp?Status=ARTISTA&Nu_Artista=1355

http://www.tvcultura.com.br/musikaos/08/musica-joaoba.htm

Agradeço qualquer informação.
Beijos, galera.

Breguenaite de: Nina 4:51 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



SE DEPENDER DA AUDIÊNCIA, MEU BLOG MORRE EM BREVE... NA VERDADE, VEM SENDO QUASE HERÓI POR TER SOBREVIVIDO TANTO TEMPO.

Breguenaite de: Nina 1:20 PM

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Sábado, Abril 24, 2004

Pra quem curte samba e choro, algumas dicas:

Bar do Cidão (Café Du Rève)
A programação é boa todos os dias da semana. Indico: segunda-feira (21h30min), terça-feira (22h) e domingo (18h30min).
Endereço: R. Dep. Lacerda Franco, 293 - Pinheiros.
Couvert: R$ 4,00 / Sem Consumação.

Bar Caretas
Às quintas feiras está rolando apresentação do grande gaitista Vitor Lopes, às vezes acompanhado de Paulinho Sete Cordas (no violão de sete cordas, obviamente), às vezes com seu grupo Chorando as Pitangas (última apresentação dia 29/04), que conta com a presença da grande pandeirista Roberta Valente.
Endereço: Rua Aspicuelta, 208 - Pinheiros.
Couvert: R$5,00 / Sem Consumação.

Ó do Borogodó
Programação boa também em todos os dias da semana.
Endereço: R. Horácio Lane, 21 - Pinheiros.
Couvert: R$6,00.
Consumação Mínima: R$9,00.

Breguenaite de: Nina 8:40 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



A CARA DO BRASIL - QUINTAS MUSICAIS

O Grupo Teatral Catarse acreditando na importância da arte como colaborador de
uma sociedade mais justa e democrática, tem como preocupação central obras que
permitam refletir sobre os diversos aspectos de nossa realidade, resgatando
nossa história e nosso papel como agentes atuantes dessa mesma história. Daí o
lançamento do projeto "A cara do Brasil", que pretende resgatar a cultura
brasileira contando e cantando as obras mais significativas. O projeto
acontecerá as quintas-feiras às 20h30min no Teatro Eva Wilma

Produção: Grupo Teatral Catarse e DPR Produções Artísticas

Ingressos: R$ 12,00

Contatos: (11) 293-7423 / (11) 9875-5758 - Dulcinéia Rebello/ Jeferson Gomes


Zé Paulo Medeiros - " A cara do sertão" da moda de viola ao blues. O cantador e
poeta reúne em seu show, toadas, modas e baladas. Repertório: Boiadeiro,Viola,O
velho cobertor,Quero, Uai Minas Gerais, Silenciosa,Ave de solidão. Dias: 15/04 e
06/05

Carolina Soares - " As raízes do Brasil", uma das grandes revelações de talento
musical da MPB, ela canta musicas tradicionais de ritmos brasileiros e muito
Samba Raíz com um repertório que vai de Clara Nunes à música Afro-brasileira.
Repertório: O canto da três raças, Conto de areia,Tristeza pé no chão, Ilu Ayê,
Na hora da sede, Marinheiro só, Na linha do mar, Jogo de Angola,Graças para
cantar, Feira de Mangaio, Sem companhia, Fuzuê, Fé. Dias: 22/04 e 13/05

Dinho Nascimento - Suas composições são inspiradas nas manifestações e folguedos
populares tais como o afoxé, samba-de-roda, capoeira, congo-de-ouro e maracatu.
Dias: 29/04 e 13/05

Breguenaite de: Nina 8:16 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Domingo, Abril 18, 2004

Em cartaz, apenas nesse final de semana:

JOHN, THE ARMLESS - THE KING OF THE KINGS

Estrelando: Maína, Quel, Tarcila, e amigos.

Breguenaite de: Nina 3:21 PM

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Quarta-feira, Março 31, 2004

A pedido de Fernando Vivas, autor do blog Olho da Rua, vão aí mais algumas palavras sobre o músico Elomar (para entrar no site oficial, clique aqui). Confesso que infelizmente ainda conheço pouco a obra dele, mas esse pouco é suficiente pra ser admiradora de seu trabalho. A todos indico: Canto Primeiro, do álbum "Auto da Catingueira".

Segue abaixo, então, texto escrito por Vinícius de Moraes, quem certamente pode falar melhor desse artista do que eu.


"A mim me parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro, No dia em que "o sertão virar mar", como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes, de que tem uma grande criação em sua fazenda "Duas Passagens", entre as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo ao violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio.

Pois assim é Elomar Figueira de Melo: um príncipe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido, em seus 34 anos de vida e muitos séculos de cultura musical, nisso que suas composições são uma sábia mistura do romanceiro medieval, tal como era praticado pelos reis-cavalheiros e menestréis errantes e que culminou na época de Elizabeth, da Inglaterra; e do cancioneiro do Nordeste, com suas toadas em terças plangentes e suas canções de cordel, que trazem logo à mente os brancos e planos caminhos desolados do sertão, no fim extremo dos quais reponta de repente um cego cantador com os olhos comidos de glaucoma e guiado por um menino - anjo a cantar façanhas de antigos cangaceiros ou "causos" escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste.

Elomar nasceu em Vitória da Conquista, cidade que também deu vez a Glauber Rocha e Zu Campos, e depois de formar-se em arquitetura pela Universidade Federal da Bahia, ocupa atualmente o cargo de Diretor de Urbanismo em sua cidade. Mas do que gosta realmente é de sua caatingueira, uma das mais ásperas do sertão brasileiro, onde cria bodes e carneiros. Já me foi contado que um de seus reprodutores, o famoso bode "Francisco Orellana", quando a umidade do ar apresenta seus índices mais baixos - que usualmente é 10 graus - senta-se em posição estratégica sobre as patas traseiras e não se peja de urinar na própria boca, de modo a aproveitar, num instintivo e engenhoso recurso ecológico, a própria água do corpo para dessedentar-se.

E tem a onça. Vez por outra, a madrugada restitui a carcaça sangrenta de um bode ou um carneiro, e todas as preocupações cessam, a não ser chumbar a bicha. E a conversa entre os fazendeiros fica sendo apenas essa: onça, suas manias, suas manhas, seus pontos fracos.

Todo mundo se oncifica. Elomar sai à noite para tocaiá-la, e quando a avista só atira nela de frente.
- Um bicho que vem de tão longe para matar meus bodes, esse eu respeito! - diz ele em seu sotaque matuto (apesar da boa cultura geral que tem) e que faz questão de não perder por nada, enojado que está da nossa suposta civilização.

Quando lhe manifestei desejo de passar uns dias em sua companhia e de sua família (Elomar é casado e tem um par de filhos, sendo que a menina tem o lindo nome de Rosa Duprado) para descobrir, em sua companhia e ao som do excelente violão que toca, essas estrelas reconditas que já não se consegue mais ver nos nossos céus poluídos, Elomar me disse:
- Pode vir quando quiser. Deixe só eu ajeitar a casa, que não está boa, e afastar um pouco dali minhas cascavéis e minhas tarântulas...

É... Quem sabe não vai ser lá, no barato das galáxias e da música de Elomar, que eu vou acabar amarrando um bode definitivo e ficar curtindo uma de pastor de estrelas..."



Vinícius de Moraes
Abril de 1973



Breguenaite de: Nina 2:34 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Domingo, Março 28, 2004

Eu, que nunca gostei muito de Orlando Morais, tenho que admitir que gostei bastante do cd Tudo Certo, principalmente das músicas Garimpeiro e Grito de Tupã... A música Vem Não Vem eu já conhecia (e amo!!!!), e foi por causa dela que acabei indo atrás de ouvir o CD. Indico!

Breguenaite de: Nina 12:03 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Sábado, Março 27, 2004

Beradéro - Voadeiro - Monica Salmaso

Os olhos tristes da fita
Rodando no gravador
Uma moça cosendo roupa
Com a linha do Equador
E a voz da santa dizendo
E o que é que eu tô fazendo
Cá em cima desse amor

A tinta pinta o asfalto
Enfeita a alma motorista
É cor na cor da cidade
Batom no lábio nortista
No olhar em tons tão sudestes
E o beijo que vós me nordestes
Arranha céu na boca paulista

Cadeiras elétricas da baiana
Sentença que o turista chega
E os sem amor e os sem teto
Os sem paixão, sem alqueire
No peito do sem peito uma seta
E a cigana analfabeta
Lendo a mão e Paulo Freire

A contenteza do triste
Tristezura do contente
Vozes de faca cortando
Como o riso da serpente
São sons de sim não contudo
Pé quebrado, verso mudo
Grito no hospital da gente

Breguenaite de: Nina 7:45 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Meu Foguete Brasileiro: Elomar (Elomar Figueira Mello, violonista e compositor bahiano de pouca expressão na mídia, segundo ele, por uma opção pessoal), Duofel (O Duofel é formado por Fernando Melo e Luiz Bueno, que há mais de 20 anos levam para todo mundo as sonoridades tiradas dos dois violões. Contaram com parcerias importantes, como a de Hermeto Pascoal.), Katya Teixeira (Kátia Teixeira é cantora, compositora, pesquisadora e instrumentista. Nasceu em São Paulo, numa família de músicos, compositores e pesquisadores da cultura popular), Carlos Malta (Carlos Malta é um talentoso instrumentista (sax barítono, tenor, alto, soprano, flauta, flauta-baixo, flautim e flautas de bambu) e desenvolveu um estilo de arranjar e de compor totalmente original e criativo, passeando por todos os estilos musicais).
* Dica: sobre Carlos Malta há um CD muito bom num trabalho com banda de pífanos.
** O show de Katya Teixeira no Sesc Consolação em março de 2004 foi talvez o melhor show que já vi em minha vida. Com uma produção simples, acompanhada de um violonista e um percussionista (este um conhecido e recente amigo, Aluá Nascimento), deixou qualquer um de queixo caído. EXCELENTE.

Breguenaite de: Nina 5:10 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Domingo, Março 14, 2004

SHOW DO BARBATUQUES
Theatro São Pedro
2 de abril, sexta- feira, das 20:30 às 21:45
3 de abril, sábado, das 20:30 às 21: 45
Endereço: Rua: Barra Funda,171
(Próximo ao metrô e Praça Marechal Deodoro)
Valor do Ingresso: $ 20,00 inteira, $ 10,00 estudantes, idosos (acima de 65 anos) e aposentados.
Telefone da bibleteria: (11)3667- 0499

Breguenaite de: Nina 3:45 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Sábado, Março 13, 2004

De volta ao bom passado...

No momento: ouvindo Alvorada, de Cartola, em vinil...

Breguenaite de: Nina 9:20 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Depois de descer do ônibus:
(ambulante) - zetabaiaí é?
(eu) - hein?
- zetabaiaí é?
- desculpe, o que???
- ce trabaia aí?
- Não.
- Tá fechado.
- ?????????????????????

Breguenaite de: Nina 3:47 PM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Domingo, Fevereiro 29, 2004

Radio USP FM - Música Brasileira.
Dica: Programa Tambor, às terças - 21h.
Pra quem não é de SP, dá pra ouvir a Rádio pela Internet.

Breguenaite de: Nina 11:22 AM

Vão-se os dedos, ficam os dados...:



Eita, zoiudo
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